Mensagens, Notícias › 25/11/2014

Bento XVI: um grande Papa para a ciência e a sabedoria

topic“Certamente, dele nunca se poderá dizer que o estudo e a ciência tenham secado a sua pessoa e o seu amor por Deus e o próximo, mas pelo contrário: a ciência, a sabedoria e a oração dilataram o seu coração e o seu espírito”. O Papa Francisco não escondeu o afeto pelo seu predecessor, Bento XVI, e louvou o espírito “dos seus ensinamentos, dos seus exemplos, das suas obras, da sua devoção à Igreja, de sua atual vida ‘monástica’”. A ocasião para esta renovada expressão de apreciação por Ratzinger foi a inauguração, na Casina Pio IV do Vaticano, sede da Pontifícia Academia das Ciências, de um busto de bronze representando o papa emérito.

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Bento XVI, como lembra o Papa Francisco, foi nomeado membro da Academia por João Paulo II, que atualizou os estatutos desta instituição pontifícia, herdeira da Academia do século XVII, e nascida com o desafio de promover o progresso da matemática, da física e das ciências naturais. A Academia conta com oitenta cientistas de todo o mundo e de todas as religiões, entre os quais, trinta e cinco com Prêmio Nobel. O autor do busto foi o escultor Fernando Delia, com base em um projeto de Alida Tua.

“Sempre maior e mais forte”, segundo o Papa Francisco, aparecerá o espírito do Papa Ratzinger com o passar do tempo. “Um grande Papa”, definiu Bergoglio: “grande pela força e penetração da sua inteligência, grande por sua relevante contribuição à teologia, grande por seu amor pela Igreja e o ser humano, grande por sua virtude e sua religiosidade”. “O seu amor pela verdade – acrescentou Bergoglio – não se limita à teologia e à filosofia, mas se abre à ciência” e bem soube honrar a Academia “com a palavra e a presença”, além de nomear muitos membros.

Ratzinger não estava presente na cerimônia de inauguração. Foram poucas as aparições públicas do Papa Emérito Bento XVI após sua renúncia ao pontificado em 11 de fevereiro de 2013, uma escolha revolucionária que abriu a estrada para Bergoglio. Os encontros entre os dois sempre foram muito afetuosos, desde o primeiro quando Francisco foi encontrar Ratzinger em Castelgandolfo e pela primeira vez vimos dois papas rezarem juntos. Ratzinger, sentado entre os cardeais, estava presente no Consistório de fevereiro passado, na canonização de Roncalli e Wojtyla em 27 de abril, assim como no término do sínodo sobre a família e beatificação de Paulo VI, em 18 de outubro. Avô entre os avós, esteve presente também na festa dos idosos com o Papa Francisco em 28 de setembro, na Praça de São Pedro.

“Estou agradecido – escreveu Bento XVI em uma carta no último mês de janeiro – por poder estar ligado a uma grande convergência de pontos de vista e uma amizade de coração com o Papa Francisco. Hoje vejo como meu único e último trabalho, apoiar o seu pontificado com minhas orações”.

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