Sem categoria › 18/03/2016

Semana Santa 2016 no Santuário de Fátima

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Veja aqui todos os horários das liturgias da Semana Santa e horários de atendimento.

 

Domingo de Ramos

09h30 – Bênção dos Ramos no Pátio das Capelas, 
      – Procissão para o Santuário e Missa
15h00 – Terço da Divina Misericórdia, 
      – Bênção dos Ramos e Missa no Santuário

Segunda feira Santa

16h30  – Grupo de intercessão na Capela dos Milagres.
17h00  às 18h00  – Confissões na Sacristia
18h30  – Exposição do Santíssimo e Terço 
19h00  – Adoração e Bênção do Santíssimo
19h40  – Santa Missa da Saúde com oração de perdão

Terça feira Santa

07h15  – Santa Missa na Capela Mãe de Deus
09h00 – Missa dos Santos Óleos na Catedral em Tianguá
15h00 – Celebração Penitencial para os Servidores do Santuário (Capela Padre Pio)

Quarta feira Santa

08h00 – Santa Missa na Capela Mãe de Deus.
15h00  – Via-Sacra

TRÍDUO PASCAL

Quinta Feira Santa

09h00 às 12h00 – Adoração
09h00 às 12h00 – Confissões
17h00 – Santa Missa da Ceia do Senhor (Lava-pés)
– Procissão e transladação do Santíssimo
19h00 – Adoração ao Santíssimo Sacramento (Vigília)
– Ministros da Eucaristia
– Equipe de Liturgia
– Ministério de Música
– Grupo de Intercessão

Sexta feira Santa

08h00 – Adoração ao Santíssimo
– Grupo de Acólitos
– Equipe de Acolhida e Apoio.
09h00 às 11h00 – Confissões na Sacristia
15h00 – Celebração da Paixão e Adoração da Santa Cruz
17h00 – Início da Novena da Divina Misericórdia no Altar da Misericórdia

Sábado Santo

15h00 – 2º dia da Novena da Divina Misericórdia
19h00 – Solene Liturgia da Vigília Pascal
– Liturgia da Luz
– Liturgia da Palavra
– Liturgia Batismal
– Liturgia Eucarística

Domingo da RESSURREIÇÃO

09h15 – Terço Mariano
10h00 – Solene Missa de Páscoa
15h00 – 3º dia da Novena da Divina Misericórdia
15h30 – Solene Missa de Páscoa

 

A Semana Santa, chamada popularmente de “semana maior”, começa com o Domingo de Ramos da Paixão do Senhor. É a semana em que recordamos a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, ato supremo da redenção da humanidade.

Domingo de Ramos: Neste domingo, aclamamos Jesus como o Messias que vem realizar as promessas dos profetas e instaurar definitivamente o Reino de Deus, da paz, da fraternidade e do amor. Vem nos salvar.

Jesus, humildemente, entra em Jerusalém montado em um manso jumentinho, pois ele é o príncipe da paz. Não entra com cavalaria de guerra, pois o cavalo é instrumento bélico, expressão da força e do poderio militar da época. Foi aclamado e reconhecido, por muitos, como o rei dos reis. Os ramos são sinais e testemunho da fé em Cristo e na sua vitória pascal. Neste domingo é feita a coleta do gesto concreto da Campanha da Fraternidade, a ser entregue nas paróquias. Esta coleta é fruto da penitência quaresmal.

Tríduo Pascal (Quinta, Sexta e Sábado): O Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor começa com a Missa vespertina da Última Ceia, possui o seu centro na Vigília Pascal, “a mãe de todas as vigílias (S. Agostinho)” e encerra-se com as Vésperas do Domingo da Ressurreição.

Missa da Ceia do Senhor (Quinta-feira Santa): Recorda-nos a Ceia do Senhor, a última ceia, quando Ele prediz sua Paixão e Morte, e despede-se dos apóstolos. Neste dia, Jesus instituiu a o sacramento da Eucaristia. Na celebração, o sacerdote lava os pés de doze pessoas convidadas, na tradicional cerimônia chamada “Missa do Lava-pés”, recordando o gesto de Jesus de lavar os pés de seus discípulos e a dizer: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”, significando que devemos servir uns aos outros com total humildade, gratuidade e amor. Ao final da missa se faz a Transladação do Santíssimo Sacramento e, em seguida, a Adoração.

Paixão do Senhor (Sexta-feira Santa.): Neste dia a Igreja recomenda o jejum e abstinência total de carne, e acompanha em silêncio os passos de Jesus em seu sofrimento e condenação até sua entrega total com a morte na cruz. Não se celebra missa ou qualquer sacramento e os fiéis comungam as sagradas hóstias consagradas na Quinta-feira Santa.

A celebração central deste dia é a das 15 horas, quando, segundo a tradição, Jesus morreu. Esta celebração se divide em quatro partes: Liturgia da Palavra, Oração Universal, Adoração do Senhor na Cruz e Comunhão. É dia de total silêncio e reflexão.

Vigília Pascal (Sábado Santo): Celebramos a Vigília Pascal no sábado à noite. A Ressurreição de Jesus é o milagre do começo da vida, vida nova a partir da morte. A ressurreição, além de realizar as promessas das Escrituras Sagradas, é prova definitiva de que Jesus é Deus.

O Círio Pascal, aceso com o fogo novo, luz que surge das trevas, representa Cristo ressuscitado, vitorioso sobre a morte e Senhor da história, luz que ilumina o mundo. Na vela, estão gravadas as letras gregas Alfa e Ômega, que querem dizer: “Deus é o princípio e o fim de tudo”. A rica celebração da Palavra reaviva em nós a história da salvação, e o rito do Batismo nos faz renovar as promessas batismais. A Eucaristia festiva coroa essa grande vigília.

Domingo da Páscoa do Senhor: Páscoa significa passagem. A Páscoa de Cristo é sua passagem da morte na cruz para a ressurreição. É sua vitória plena e definitiva sobre a morte e todos os males. Desse modo, a ressurreição de Jesus mudou totalmente a história da humanidade e de cada ser humano.

A páscoa cristã é a vida nova em Cristo ressuscitado. Portanto, busquemos esta vida nova – vida reconciliada com Deus e com o próximo. Busquemos também nesta semana intensificar ainda mais a nossa oração e a nossa participação dos eventos centrais na vida de Jesus: Paixão, Morte e Ressurreição. É o grande grito que nos faz cumprimentar a todos: Cristo Ressuscitou! “Verdadeiramente ressuscitou”.

Convido todos os meus diocesanos a viverem intensamente a Semana Santa. Serão momentos de passagem de mortificação, de associação de nosso coração à morte de Cristo, para que, celebrando a Sua Gloriosa Ressurreição, o centro de nossa fé, podermos dizer como a Sagrada Escritura: “Se com Cristo nós morremos, com Ele nós ressuscitaremos!”.

Abençoada Semana Santa para todos e que vivamos de maneira pura e graciosa os mistérios do Senhor Jesus!

Por Cardeal Orani João Tempesta – Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)

 

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